O Disque Denúncia do Rio de Janeiro celebrou, em 1º de agosto de 2025, seus 30 anos de atuação como um dos mais importantes instrumentos de participação cidadã no combate ao crime. Pioneiro no Brasil, o serviço consolidou-se como referência nacional e internacional no recebimento de denúncias anônimas, contribuindo de forma decisiva para o fortalecimento da segurança pública.
Ao longo dessas três décadas, o Disque Denúncia auxiliou as forças de segurança na autuação e prisão de mais de 21 mil criminosos, incluindo foragidos da Justiça e evadidos do sistema penal. Com base em mais de 3 milhões de denúncias anônimas, também foram apreendidas 43 mil armas e carregadores, além de 99 mil munições, em todo o estado do Rio de Janeiro.
O impacto desse trabalho refletiu-se ainda em números expressivos: 262 mil horas de atendimento dedicadas à sociedade possibilitaram a apreensão de 118 toneladas de drogas e a retirada de mais de 8,5 mil toneladas de barricadas, que impediam a livre circulação de pedestres e veículos. Além disso, 6.200 veículos — entre motocicletas, carros e caminhões — foram recuperados; 53 mil maços de cigarros contrabandeados foram apreendidos; 14 mil animais silvestres retornaram ao seu habitat natural; e 2,6 milhões de metros quadrados de áreas degradadas foram recuperados. O trabalho do Disque Denúncia também contribuiu para a localização de 752 pessoas desaparecidas.
Desde sua criação, em agosto de 1995, o Disque Denúncia inspirou a implantação de centrais semelhantes no Brasil e no exterior, tornando-se modelo para quase todos os estados brasileiros e para cidades da América do Sul, como Santiago, no Chile, e Córdoba, na Argentina. À época da celebração dos 30 anos, o projeto DD Cidades, gerenciado pelo Disque Denúncia do Rio, estava presente nos municípios de Angra dos Reis, Niterói, Maricá, Paraty e Rio de Janeiro.
Para o diretor-geral do Disque Denúncia, Renato Almeida, a marca dos 30 anos representou uma conquista coletiva.
“Chegar aos 30 anos de existência do programa foi uma vitória da sociedade. Ainda havia muito a ser feito pelo Rio de Janeiro nos anos seguintes. A participação da população no combate ao crime foi fundamental, assim como o apoio dos empresários, da imprensa e das polícias, que garantiram a longevidade e o bom funcionamento do Disque Denúncia, contribuindo para um Rio de Janeiro mais seguro para todos”, afirmou.